BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS: QUEIMEMOS O JOIO DOS GLOBAALISTAS
Em 2023, a Open Society Foundations despachou pelo menos 31,3 milhões de dólares, 155 milhões de reais, para 95 organizações brasileiras. Recorde histórico. Não é denúncia minha; está na base de dados
Em 2023, a Open Society Foundations despachou pelo menos 31,3 milhões de dólares, 155 milhões de reais, para 95 organizações brasileiras. Recorde histórico. Não é denúncia minha; está na base de dados da própria fundação, publicada com o orgulho de quem acha que você não vai ler.
Some a isso os grants da Luminate de Pierre Omidyar registrados em 2024 e 2025 (750 mil dólares para a Agência Pública, 500 mil para o Data Privacy Brasil, 400 mil para o Sleeping Giants Brasil, meio milhão para “estabelecer um Fundo de Jornalismo de Interesse Público no Brasil”), some os 168 milhões de dólares que Michael Bloomberg anunciou no Rio em novembro de 2025 para “liderança climática local”, some o fundo de 10 a 15 milhões de dólares que a UNESCO administra para distribuir a ONGs que combatam a “desinformação climática”, e você terá diante dos olhos não uma teoria, mas um balanço contábil.
O brasileiro médio, treinado por décadas de jornalismo de estagiário, ouve “fundação filantrópica” e imagina sopa para pobres. O que existe, de fato, é uma folha de pagamento. E folha de pagamento, como sabe qualquer um que já assinou uma, compra obediência. Quem paga a orquestra escolhe a música; a novidade é que agora a orquestra jura de pés juntos que toca por amor à arte, e chama de “negacionista” quem pergunta pelo caixa.
A Open Society Foundations anunciou os bolsistas do Soros Justice Fellowships de 2024, um grupo diversificado de artistas, advogados, ativistas, jornalistas e cineastas
A mecânica do dinheiro: siga a cadeia, não o discurso
Toda essa gente conta com uma coisa: que você olhe para a mensagem e nunca para o mensageiro. Pois façamos o contrário. O método é simples e qualquer leitor pode aplicá-lo sozinho, sem doutorado e sem verba da Ford Foundation.
Investimento em mídia gera manchete. Manchete gera clima de opinião. Clima de opinião gera pretexto para legislação. A legislação gera poder para quem a redigiu e ruína para quem a sofre. Quando a Luminate financia veículos e simultaneamente financia os think tanks que defendem a regulação das plataformas (InternetLab, ITS Rio, Data Privacy Brasil constam do portfólio dela), e ainda financia o Sleeping Giants, cuja função declarada é estrangular financeiramente veículos da direita, ela não está fazendo três caridades; está montando uma linha de produção. Na ponta um instituto fabrica o “estudo”, no meio o jornal financiado o transforma em manchete, na outra ponta o ativista desmonetiza quem discorda. Isto é fato registrado em bases públicas de grants. A coordenação central de tudo por um único comando, essa eu não posso provar, e digo com todas as letras que é dedução; mas convenhamos que quando três torneiras da mesma casa despejam água no mesmo balde, a hipótese de coincidência exige mais fé do que a de encanamento.
O mesmo desenho na pauta climática, com agravante fundiário. O Instituto Clima e Sociedade, o iCS, nasceu em 2015 por desejo expresso de quatro fundações estrangeiras, ClimateWorks, Oak, CIFF e Hewlett, com cheque inaugural de 1,79 milhão de dólares da ClimateWorks, então presidida por John Podesta, cujos emails vazados demonstravam usos inusuais da palavra “pizza”, e recebeu da Open Society cerca de 23,8 milhões de reais desde 2017.
Alexander Soros, de 39 anos, herdeiro do império de US$ 25 bilhões de George Soros, realizou uma visita estratégica ao Brasil desde 19 de agosto de 2025.
O que parecia ser um encontro diplomático comum revelou-se
O iCS não planta árvore: redistribui dinheiro a quem produz pauta. A pauta vira pressão, a pressão vira norma, e a norma europeia de “desmatamento zero” e o veto sanitário de ocasião fecham mercado para o produtor brasileiro enquanto abrem espaço para o concorrente de fora. Emmanuel Macron passou anos sabotando o acordo Mercosul-União Europeia em nome do “meio ambiente”; traduzindo do francês diplomático, em nome do agricultor francês subsidiado que não sobrevive a uma soja de Sorriso sem a muleta de Bruxelas. O ambientalismo de fundação é, na prática, protecionismo agrícola europeu com batina verde. E note a mão de quem executa por aqui: a secretária-executiva da Concertação pela Amazônia declarou na COP26, sem corar, que o objetivo da rede era ser “captador e orientador de recursos internacionais para a Amazônia” e “colocar a Amazônia de forma significativa no debate eleitoral”. Está dito. Terra sob tutela de ONG, produtor sob tutela de norma, eleição sob tutela de pauta.
E há um nome que atravessa todas as camadas como um fio numa costura: Ana Toni. Diretora da Ford Foundation no Brasil, depois fundadora do iCS, hoje CEO da COP30. Uma única biografia liga a fundação americana, a repassadora nacional e a cúpula da ONU sediada em Belém. Não é acusação; é currículo.
Aqui está uma lista mais completa de doadores:
Aqui uma lista dos projetos apoiados pela Brazil
A China compra o pomar, o Judiciário recebe a comitiva
Enquanto o dinheiro atlantista compra a narrativa, o dinheiro eurasiano compra a carga. A China é, de longe, o maior parceiro comercial do Brasil, e o que ela compra diz tudo: soja em grão, minério de ferro, petróleo cru, carne. Matéria-prima, nunca produto. O que ela vende diz o resto: manufatura, eletrônico, painel solar, carro elétrico. É a relação clássica entre metrópole e fazenda, apenas sem a franqueza dos impérios antigos. E o governo brasileiro, em vez de negociar de igual para igual, anuncia com pompa a emissão de panda bonds, títulos da dívida brasileira denominados em yuan, colocando o Tesouro nacional de joelhos em Xangai depois de já estar ajoelhado em Nova York. Diversificar credores não é soberania; é trocar de coleira elogiando a nova fivela.
E não é só o Executivo. Ministros do Supremo viajam à China em comitivas de cortesia, o Legislativo mantém suas frentes de amizade, e ninguém acha estranho que a cúpula de uma república constitucional cultive intimidade cerimonial com a ditadura de partido único que patrocina, via redes como a de Neville Roy Singham (aquele mesmo sob investigação de um grand júri de Manhattan desde junho de 2026, com 591 milhões de dólares mapeados circulando por 67 grupos em cinco continentes, e cujo dinheiro, segundo o New York Times, irriga o Brasil de Fato), a propaganda que embala tudo isso para consumo popular. Registre-se, por honestidade: Singham e Omidyar militam em polos ideológicos distintos, um pró-Pequim, outro liberal-progressista. A genialidade do arranjo está justamente aí, e chegaremos a ela.
O ensaio geral: a pandemia que uniu Washington e Wuhan
Quer ver atlantistas e eurasianos de mãos dadas, a despeito de todo o ódio que juram sentir um pelo outro? Olhe para a origem da COVID-19, mas não com os olhos assustados de 2020, e sim com os documentos que vieram à luz em 2025 e 2026.
O dinheiro é americano e estatal. O NIH de Anthony Fauci, através da EcoHealth Alliance de Peter Daszak, financiou pesquisa de coronavírus de morcego, e parte desse dinheiro, um subrepasse de cerca de 600 mil dólares ao longo de oito anos, foi parar no Instituto de Virologia de Wuhan, na China. A USAID, pelo programa PREDICT, mandou mais 1,1 milhão de dólares pela mesma tubulação. Isto é fato, documentado em auditoria do próprio governo americano, o HHS-OIG, e no relatório do GAO. O laboratório é chinês; o cheque, americano. Eis os dois blocos que se dizem inimigos mortais operando, a quatro mãos, o mesmo experimento. A tal genialidade do arranjo que prometi explicar é esta: não há contradição entre o globalismo atlante e o eurasiano quando o objetivo é o mesmo, e o objetivo nunca é ideológico, é o poder sobre o resto de nós.
Ganho de função é o nome técnico de tornar um vírus mais transmissível no laboratório do que ele jamais seria na natureza. Fauci jurou ao Senado, em 2021, que o NIH “nunca financiou” isso em Wuhan. Em maio de 2024, o vice-diretor do próprio NIH, Lawrence Tabak, admitiu sob juramento que, pela definição corrente, financiou sim. Em janeiro de 2025, o governo americano baniu a EcoHealth e Daszak de receber verba federal por cinco anos. No mesmo mês, a CIA passou a avaliar, com as palavras dela, que “uma origem relacionada à pesquisa é mais provável que a natural”. Registro a honestidade que o caso exige, e faço questão de registrá-la: essa avaliação é de baixa confiança, não existe prova cabal e a comunidade de inteligência não é unânime. Mas a hipótese hoje oficialmente mais forte é exatamente aquela que a imprensa financiada apelidou de “teoria da conspiração” e expulsou das plataformas em 2020. Quem censurou a verdade provável em nome de combater a “desinformação” foram precisamente os que se vendem como guardiões dela.
Em junho de 2026, Tulsi Gabbard, então diretora de Inteligência Nacional, liberou centenas de páginas acusando Fauci de mentir ao Congresso e de manipular a inteligência. Sejamos rigorosos, porque ser rigoroso aqui é uma arma e não uma fraqueza: análises independentes concluíram que os documentos não provam a acusação mais grave, a de dolo deliberado. O que eles provam, e já não é pouco, é o encobrimento; a cozinha de bastidores; o famoso paper “Proximal Origin”, que declarou a origem natural, nascido de uma reunião que o próprio Fauci convocou para sepultar a hipótese incômoda. Joe Biden, num dos últimos gestos do mandato, deu a Fauci um perdão preventivo cobrindo tudo o que ele possa ter feito entre 1º de janeiro de 2014 e 20 de janeiro de 2025. Pergunte-se, com calma, por que um homem inocente precisa de um perdão retroativo de onze anos. O perdão, contudo, tem uma fresta que Biden não conseguiu tapar: não cobre o futuro. Por isso Rand Paul intimou Fauci a depor sob juramento em 29 de julho de 2026, e por isso David Morens, o braço direito de Fauci na NIAID, já foi indiciado em abril de 2026 por conspirar para esconder registros federais em e-mail pessoal, driblando a lei de acesso à informação. O perdão de Biden pode ter salvado o mestre; não salvou o aprendiz.
Agora a parte que é leitura minha, e digo com todas as letras que é leitura, não peça de arquivo. Nenhum relatório oficial afirma que alguém soltou um vírus de propósito para derrubar um presidente, e eu não afirmo isso, nem preciso. Basta olhar o uso político do que aconteceu, que esse não deixou digital nenhuma escondida: está à luz do dia. A pandemia entregou a 2020 o que campanha alguma entregaria sozinha: o voto por correspondência em massa, o confinamento que quebrou o pequeno e engordou a big tech, a “ciência” convertida em cassetete para calar o divergente, e um Trump obrigado a governar contra uma emergência sanitária administrada por gente que o detestava. Dois anos depois, o mesmo roteiro desembarcou aqui, apenas dublado em português. Bolsonaro, que teve a ousadia de perguntar pelo custo do confinamento, foi transformado pela imprensa financiada em genocida antes de qualquer autópsia séria da política pública, enquanto governadores que trancavam o país inteiro eram canonizados em rede nacional. O vírus pode ter nascido de um acidente de laboratório; a narrativa não nasceu de acidente algum. Ela teve orçamento, porta-vozes e calendário eleitoral.
Posts de 2022 já falavam sobre isso.
Agenda 2030: a constituição paralela que ninguém votou
Visite a página do STF. Visite a da OAB. Você encontrará os selos coloridos das ODS, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, carimbando decisões, eventos e metas institucionais como se fossem norma superior à Constituição de 1988. Pergunto com a simplicidade de quem não frequentou Davos: em que artigo da Constituição a Assembleia Geral da ONU foi promovida a poder constituinte? Quem votou na Agenda 2030? Que urna a legitimou?
Nenhuma, e é exatamente esse o charme.
O Pacto Digital Global de setembro de 2024 compromete os Estados a “promover a integridade da informação”; os Princípios Globais de Guterres, de junho de 2024, chamam isso de “uma das tarefas mais urgentes do nosso tempo”; a COP30 de Belém inseriu “integridade da informação” na decisão final, primeira vez na história da governança climática, com fundo da UNESCO e 1 milhão de dólares de entrada pagos pelo governo brasileiro, isto é, por você. Nada disso passou pelo Congresso como lei. Tudo isso pauta tribunais, conselhos e ministérios. Chama-se a isso governança: o poder exercido sem voto e sem veto, por instituições de sigla, precisamente porque sigla não perde eleição.
Gerentes, não estadistas
E aqui o padrão que o leitor precisa gravar, porque ele se repete com a regularidade de um cuco suíço. O sistema aceita dois tipos de administrador local: o liberal-progressista dócil e o esquerdista radical apressado. O primeiro cumpre ordens com elegância; o segundo, com entusiasmo. O que o sistema não aceita, em hipótese nenhuma, é o patriota, porque o patriota tem um defeito de fábrica incorrigível: responde ao próprio povo.
Veja a série, e repare que ela já tem desfecho, não é só ameaça no horizonte. Em 2020, atlantistas e eurasianos, que teoricamente se detestam, convergiram contra Trump com a mesma pauta, a mesma censura de plataforma, o mesmo jornalismo de sentença pronta.
Em 2022, o mesmo aparato convergiu contra Bolsonaro, com o TSE em modo tribunal de exceção informacional e a imprensa financiada torcendo de crachá. Em 2026, a Hungria exibiu o modelo já inteiramente executado, do começo ao fim. Viktor Orbán, o patriota que segurou Bruxelas por dezesseis anos, perdeu a eleição de abril para Péter Magyar, o desafiante que a União Europeia tratou como filho pródigo e cuja chegada foi lubrificada pelo descongelamento oportuníssimo de 16,4 bilhões de euros que estavam retidos justamente para forçar a mão.
E o que veio depois da vitória do gerente conta o resto: um super-órgão de “recuperação de ativos” montado às pressas para caçar a era Fidesz, a adesão imediata à Procuradoria Europeia que Orbán recusava, e o próprio Orbán empurrado para a oposição sob a mira permanente da juristocracia. Não o venceram apenas nas urnas; agora o processam.
Na França, Marine Le Pen foi retirada do páreo por condenação judicial antes de qualquer urna. No Reino Unido, o establishment inteiro se dedica a impedir que o Reform de Nigel Farage e Ann Widdecombe chegue perto do poder. Repare que a arma predileta já nem é o voto; é o tribunal. Condena-se primeiro, vota-se depois, se ainda sobrar candidato.
E veja quem o sistema entroniza quando vence: Péter Magyar, o premiê húngaro recém-empossado que, antes mesmo de sentar na cadeira, já havia comprometido a Hungria com a cartilha de reformas de Bruxelas em troca dos bilhões liberados; Keir Starmer, o procurador que governa a Grã-Bretanha como quem despacha processos; Mark Carney, banqueiro central profissional, do Banco da Inglaterra direto para o gabinete canadense sem escala no mundo real; e Lula, o velho quadro que descobriu na maturidade que ser “defensor da democracia” paga melhor que ser revolucionário, e que entrega a agenda climática, a agenda digital e a agenda de gênero com a pontualidade de um gerente de filial que sonha com a matriz. Gerentes. A palavra é essa.
O globalismo não conquista países; contrata gerências.
Por que o comunista serve ao banqueiro
O leitor apressado pergunta: mas como podem o bilionário atlantista e o comunista eurasiano estar do mesmo lado? Respondo com a frieza de um extrato bancário. O esquerdista radical no poder produz, invariavelmente, gasto público descontrolado. Gasto descontrolado produz inflação. Inflação produz Selic alta. Selic alta produz a maior transferência de renda do planeta: centenas de bilhões de reais por ano saindo do bolso de quem trabalha para o bolso de quem detém título público. Impostos sobem para pagar os juros, a indústria morre asfixiada entre o custo do capital e a carga tributária, e o país regride àquilo que sempre quiseram que ele fosse: um pomar. Alimentos, minérios e juros. A tríade colonial completa.
George Soros construiu a fortuna exatamente assim, apostando contra países: 1 bilhão de dólares num único dia de 1992 quebrando a libra esterlina, e as acusações de Mahathir Mohamad de que fundos como o dele detonaram as moedas asiáticas em 1997. Não estou dizendo que Soros aposta contra o real amanhã; estou dizendo, e isso é biografia pública, que o modelo de negócio da casa sempre foi lucrar com a fragilidade alheia, e que um Brasil de Selic estratosférica e Estado obeso é, para esse modelo, não um problema, mas um produto. O comunista quebra o país; o financista aluga os cacos. Eis a síntese que nenhum manual de ciência política financiado por fundação vai lhe ensinar: o radical de esquerda é o funcionário do mês do rentismo internacional. Por isso o preferem ao patriota. O patriota industrializa, e indústria significa um país que compra menos juro e vende menos ferro.
E a mesma rede que financia a “reforma da política de drogas”, o desencarceramento como dogma e a legalização como horizonte (a Open Society financia essa agenda no mundo inteiro há décadas, com orgulho declarado em seus próprios relatórios) faz de conta que não vê o que qualquer sargento da Rota sabe: quem lucra com prisão vazia e droga solta é a facção. O PCC e o Comando Vermelho, hoje designados organizações terroristas pelos Estados Unidos, agradecem a filantropia. Não afirmo que a fundação queira o narco forte; afirmo que o narco fica forte, e que depois de trinta anos do mesmo resultado a desculpa da boa intenção prescreveu.
O joio, o trigo e o deus de sigla
Agora o essencial, aquilo que a análise econômica sozinha não alcança. Escrevi gloBaal e não foi erro de digitação. Baal era o ídolo a quem se sacrificavam os filhos em troca de prosperidade, o deus dos contratos vantajosos e das colheitas garantidas, e Elias enfrentou seus 450 profetas assalariados no Carmelo, todos na folha de pagamento de Jezabel, todos “especialistas” de seu tempo.
O sistema que descrevi é a religião de Baal em versão corporativa: promete o paraíso climático, exige em sacrifício a soberania, a família, a indústria e os filhos, e mantém um clero de ONGs recitando o catecismo das siglas.
É gente que não crê em nada acima do próprio poder, e por isso mesmo precisa ocupar o lugar de Deus com um comitê.
Em 13 de junho de 2025, Alex Soros, herdeiro e chairman da Open Society, casou-se com Huma Abedin, a mulher que passou vinte anos como sombra de Hillary Clinton no coração do poder americano, criada numa família dedicada ao Journal of Muslim Minority Affairs. Não preciso repetir as acusações nunca comprovadas que rondam esse sobrenome; o fato nu já basta como símbolo: a fusão dinástica entre a filantropia bilionária e a burocracia do Departamento de Estado, celebrada em festa com a nata do progressismo, no mesmo ecossistema que aplaudiu a ascensão de Zohran Mamdani à prefeitura de Nova York. O ateu militante, o pagão climático e o islamismo político dividem o mesmo salão sem constrangimento, porque o inimigo comum de todos é um só: o cristianismo, a única força espiritual que afirma haver uma lei acima do príncipe, um Deus acima do comitê e uma dignidade humana que nenhuma ODS outorga nem revoga. Cristo não é pauta, é Rei; e é exatamente por isso que O querem fora da praça pública.
Nosso Senhor mandou não arrancar o joio antes do tempo, para não ferir o trigo; mas mandou também, chegada a colheita, atá-lo em feixes e queimá-lo. A colheita brasileira tem data: 4 de outubro de 2026.
O contraponto: Brasil acima de tudo
De um lado, o que descrevi: dezenas de milhões de dólares anuais, acesso institucional ao STF e ao TSE (a cofundadora do Sleeping Giants palestrando em evento do Supremo, o Supremo contratando ex-quadro do Instituto Vero para seu setor de combate a “fake news”, tudo registrado), memorandos assinados em julho de 2026 entre o TSE e as big techs, e a decisão sobre o Marco Civil produzindo efeitos a partir de 5 de agosto, um exato bimestre antes do primeiro turno. A máquina de definir o que você pode ler estará azeitada precisamente na hora de votar. Prevejo sem bola de cristal, por mera extrapolação do padrão: uma miríade de manchetes sobre a “inviabilidade” de Flávio Bolsonaro, assinadas por jornalistas cujos veículos constam das bases de grants que citei, oferecendo ao eleitor de direita uma “terceira via” apresentável, porque o sistema aceita o liberal e tolera o comunista, jamais o bolsonarismo. A terceira via é a porta dos fundos do mesmo prédio.
Do outro lado, o bolsonarismo patriota, com todos os seus defeitos humanos e nenhum cheque de Manhattan: o único movimento de massas da história recente brasileira que não deve um centavo a fundação estrangeira, que fala de Deus sem pedir licença ao protocolo, que defende o agro contra Bruxelas, a indústria contra a Selic eterna, a polícia contra a facção e a família contra o catecismo de sigla. O líder está preso e inelegível; o sistema acha que decapitou o movimento. Engano de quem nunca leu a história do cristianismo: esta fé começou com o Líder executado pelo tribunal da ocasião, sob aplauso da imprensa da época, e três dias depois o túmulo estava vazio.
Por isso a instrução prática, e ela é uma só: no primeiro turno, Flávio. Não por idolatria de sobrenome, mas por aritmética de guerra. Dividir o voto patriota no primeiro turno é fazer de graça o serviço pelo qual as fundações pagam milhões. E a instrução permanente, mais importante que qualquer eleição: aprenda a ler o mensageiro antes da mensagem. Diante de cada manchete, pergunte quem financia o veículo; diante de cada “estudo”, quem banca o instituto; diante de cada ONG indignada, quem assina o grant; diante de cada sigla salvadora, quem a elegeu. Ninguém. E o que ninguém elegeu, o povo brasileiro, com 200 milhões de almas que se recusam a ser pomar, não tem obrigação nenhuma de obedecer.
Brasil acima de tudo, porque nação não é filial. Deus acima de todos, porque acima de Baal, dos seus profetas assalariados e do seu fogo que nunca desce, há um Deus que responde, e o povo no Carmelo já viu de que lado desce o fogo.


















